sábado, 11 de maio de 2019

IMORTAL

     O que nos torna imortais? algumas seitas e religiões tem muitas sugestões e certezas. Os escritores tem o caminho das pedras, pois a cada best seller ou indicação para academia de letras tem a tão sonhada conquista humana, desejada desde sempre. Gerar filhos, acreditam alguns, te faz eterno. Talvez por isso colocam o próprio nome no filho. E por aí vai, cada um com sua crença, outros com mais de uma, muitos com várias. Mas como é viés desse blog vou apresentar a maneira enxadrística. O que nós acreditamos nos aspectos concernentes a arte de Caíssa.
     No xadrez existe várias maneiras de se imortalizar, temos várias aberturas com nomes dos criadores ou daqueles que a popularizaram, Ruy Lopez a mais conhecida e jogada no mundo inteiro foi popularizada no século XVI por Ruy López de Segura que encontrou no livro de xadrez no ano de 1561, já foi desprezada e renovada várias vezes, mas sempre conhecida no mundo inteiro desde então. Uma outra maneira enxadrística de ganhar vida eterna é criando partidas espetaculares, naturalmente nós (o mundo do xadrez) chamamos de "imortais". Partidas imortais são aqueles jogos notáveis e extraordinários no mundo do xadrez. Adolf Anderssen em 1851 fez a dele com Lionel Kieserizky, é cheia de sacrifícios incríveis como de uma vez na sequencia de lances Anderssen entrega as duas torres, o jogo pega fogo, é incrível! se você não joga xadrez, eu realmente sinto muito. Nas palavras de um grande enxadrista, "a vida é muito curta para o xadrez", já para os colegas sugiro, quem não conhece ou não lembra procure, vale a pena ver e analisar de novo e de novo, ...
     Existem ainda aqueles que colocam seu nome no mais alto lugar no ranking, que lutam por cada ponto, para aumentar o máximo e até se entristecem com as perdas de rating e posições. E olha que isso pode levar uma vida inteira de prazer intenso. Uma vida dedicada ao xadrez!
     E nós nunca nos esquecemos das lendas, as vivas e as que cravaram seu nome na história que nos deixaram belíssimas lições de vida e aulas práticas sublimes desse jogo maravilhoso. Li sobre vários, e citarei dois dos meus favoritos, primeiro Kasparov, ainda vivo e aposentado, meus olhos brilhavam vendo e estudando suas partidas jogadas no auge do seu poder. Memorizei muitas delas e aproveitei em minhas aulas, recitei muitas de suas celebres frases, "no xadrez, a minha palavra é próxima da de Deus", a maioria delas como essa, arrogante mas que denota o momento da sua vida e carreira. Segundo Alekhine, meu enxadrista louco favorito, louco para época, hoje é considera a frente do seu tempo, um visionário que amava sacrifícios de peças e mates que consideravam absurdos devido a quantidade de peças que sobrava para continuar o jogo.
     Muitas pessoas são lembradas pelo xadrez, o professor que ensinou, o que ajudou a impulsionar o clube e torneios pela cidades, estados e país. Aquele cara que incentivou muitas pessoas e por aí vai.
     Dedico essa publicação a todos que jogam, que amam, incentivam, ensinam, arbitram, e que de alguma forma levam o xadrez a alguém.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Lucas, o campeão!

     É meu amigo, grande enxadrista, representou bem seu estado, sua cidade, seu clube. Mas principalmente a ele mesmo, um enxadrista competente e dedicado que apesar das dificuldades de casa e a responsabilidade da faculdade, problemas do dia-a-dia,  ainda encontra tempo para estudar xadrez. Por toda sua história de vida, eu uso uma frase que eu li sobre Kasparov para ele, "em uma busca constante pela iniciativa". Não foi fácil, não foi rápido e teve seus altos e baixos, suas alegrias e tristezas todos os quesitos de um herói. Ele não desistiu!
     Esse é Lucas Filipe Echer Araújo, 20 anos, acadêmico de Geografia na Universidade Federal, nascido aqui mesmo em Santarém, forjado por si mesmo no xadrez com muito esforço e humildade, pacientemente por muitos anos.
     Como nono lugar numa competição nacional e na primeira vez, havia mestres de xadrez disputando, vindo de uma cidade pequena e sem tradição no xadrez, ele se torna o Davi enfrentando Golias, foi apenas uma derrota em sete rodadas. Um exemplo a ser seguido, ainda tão jovem emerge em Brasília de uma cidade que sei que ninguém lá conhecia e até um árbitro de Belém que estava lá ficou impressionado em saber que tinha um jogador de Santarém, até eu que moro aqui e o conheço desde pequeno e sei do seu potencial achei um grande feito.
     Suas trajetórias de vitórias começaram ainda bem novo, quando criança jogava xadrez com o pai, hoje nem seu pai nem eu conseguimos ganhar dele ( foi muito divertido encontrar o Tiene e relembrar os velhos tempos de amistosos pela cidade semana passada) e como diz um velho pregador, isso é só o começo. Esse foi mais um degrau, mais um troféu, mais um aprendizado nesse longo caminho de muitas conquistas. Estamos todos orgulhos de nosso conterrâneo, seus pais, eu, o clube, a universidade e seus amigos e parentes.
     Muitas palavras podem e devem ser usadas para homenageá-lo e fora as que já dediquei no nosso grupo no WhatsApp, deixo aqui minhas congratulações em forma de texto tentando eternizar esse momento na rede mundial de computadores.