Conheci a Minelli
num torneio que realizei na Universidade anos atrás, na ocasião fiquei muito
impressionado com ela, há anos não via uma jogadora de xadrez tão empolgada em
jogar e em aprender para evoluir no jogo, e claro, isso me cativou e virei seu
fã me oferecendo para ajudá-la nessa caminhada. Ela apareceu algumas vezes em
minha sala de aula e depois sumiu por causa de intensos trabalhos acadêmicos.
Minelli me contou
depois que aprendeu a jogar com o irmão, mas que ele não a ensinou direito
justamente para poder inventar regras e sempre vencer. Sua irmã e melhor amiga
também jogam e são as melhores da universidade Federal do Oeste do Pará. Ano
passado ela sagrou campeã novamente, mas com um bônus, como a competição foi
mista (contudo as medalhas e premiações são separadas) ela quase vence no
geral, ficando na última rodada na primeira mesa (todo enxadrista que compete
sabe que usando o sistema suíço de emparceiramento as primeiras mesas são para
os primeiros colocados). Equiparando assim aos homens se é que alguém ainda tem
dúvidas sobre a capacidade feminina.
Eu gostaria de
lembrar todos os títulos dessa grande guerreira que luta num país que não tem
tradição nesse esporte, num estado que não incentiva e numa cidade que não a
reconhece pelos seus esforços. Mas ela está muito ocupada em seus afazeres
acadêmicos e não pode me assessorar nesse texto.
Fica aqui minha
homenagem e espero sinceramente que seja um estímulo as demais mulheres, coisa
rara nesse universo enxadrístico, infelizmente.

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