Por vezes nos deparamos com inúmeras situações na vida, no dia-a-dia. Na minha área enxadrística costumo sempre ouvir pessoas desprezando o xadrez, diminuindo seu tamanho e restringindo sua magnitude, quase sempre por ignorância. Muitas vezes fiquei incomodado e outras irritado mesmo. Frases como "aquele joguinho","por que ensina isso na escola?", isso quando não fazem cara de desprezo e não dizem nada. Ainda tem a clássica "é igual a dama" tanto afirmando como perguntando. Hoje eu não ligo, acho que acostumei. Respondo sempre com um sorriso no rosto quando for uma pergunta que a pessoa espera uma resposta. Existem casos que não esperam.
Já outras exaltam e até fazem reverência ao xadrez, eu confesso que já fui assim. Talvez por isso tanta irritação no início. Hoje o xadrez ocupa um lugar especial no meu coração, mas não o primeiro. Eu considero o que ele realmente é, um jogo importante para as pessoas em várias faixas etárias. Ajudando numa parte importante na área cognitiva de maneira específica para cada fase da vida.
O importante é a que a maioria entende e estimula o xadrez, mesmo que não joguem. Tenho até muitos amigos que sabem jogar mas como não é prioridade só jogam quando uma séries de coincidência acontece. Por exemplo, estão de folga, sem nada para fazer e de repente se deparam com alguém jogando xadrez bem em frente.
Volta a questão do jogo multifacetado, alguns jogam, outros escrevem, muitos colecionam objetos relativos ao jogo, ainda há aqueles que só ensinam, existem também os que organizam torneios, esses dois últimos são muito importantes para a continuidade do xadrez.
Enfim, fazia tempo que eu não publicava e resolvi desabafar. Acredito que todos meus colegas enxadristas já passaram por isso, pelo menos os que estão na estrada a muito tempo.