Aqui na cidade temos muitos jogadores, jogamos partidas em campeonatos valendo rating municipal, estadual e já aconteceu torneios valendo pontos no ranking FIDE ( Fédération Internationale des Échecs ) entre essas batalhas épicas por pontos e colocações, temos batalhas amistosas, valendo muita diversão e risadas. Nos reunimos em alguma casa de jogadores ou mesmo em locais públicos como praças e também shopping, sempre com o objetivo de agregar membros para a arte de caíssa.
Já houve torneios em vários locais da cidade, hoteis, praças, shopping, AABB, clube dos civis, clube dos comerciários, sesc, sesi, colégios, 5a ure, parque da cidade, ... durante os anos que presenciei, organizei e participei dos eventos enxadrísticos realizados na cidade, pude perceber muito empenho por parte das pessoas que estão a frente, mesmo com poucos materiais, mesmo sem grana, ou apoio, enfrentam as consequências, os desafios, as dificuldades para propagar o xadrez e arregimentar aficcionados. Tive o privilégio de conhecer essas pessoas, convivi e aprendi muitas coisas com elas, gente de poder aquisitivo, grau de escolaridade, e empregos diferentes. Unidos numa mesma paixão.
Infelizmente muitos se foram, mudaram de cidade, (ou pior) desistiram de jogar, se desentenderam com outros participantes, ou outros motivos pessoais. Tem também aqueles que por força de um casamento, trabalho, faculdade e motivos dos quais desconheço abandonaram o xadrez para não voltar mais. Alguns dos que ainda moram aqui, quando os encontro dão justificativas ( ou desculpas) sobre porquê saíram e porquê não voltaram ainda falam de planos para voltar a jogar. Como meu amigo Clauber (Belém) uma vez falou para pais e responsáveis de crianças, a importância do jogo de xadrez e que o mesmo não impede ninguém de realizar nenhum projeto, dando o próprio exemplo por muitos cursos e faculdades que fez enfatizou que o xadrez pode seguir junto com qualquer trabalho ou estudo. Eu mesmo já pensei em parar, já desanimei, fiquei desestimulado por alguém ou por alguma coisa. É normal, não culpo ninguém, não desmereço seus motivos, não menosprezo seus problemas. Sinto falta, sei que se estivessem com a gente o clube seria mais forte, se eu soubesse como, se eu descobrisse um jeito faria com que voltassem, e se alguém quiser jogar ou voltar a jogar entre em contato. Por aqui mesmo, telefone ou e-mail. gilmarfernandesletras@gmail.com
GENS UNA SUMUS (latim, lema da fide que quer dizer, somos uma só família)
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