domingo, 17 de fevereiro de 2019

Jornada Enxadrística

     Durante os anos que jogo e ensino xadrez (um tempo quase igual) pude sentir a alegria de compartilhar meus conhecimentos e adquirir muitos outros de meus colegas mesmo vindo dos menos experientes, foi e ainda é aprazível aproveitar a distração e o passatempo que proporciona, tem sido uma terapia ocupacional muito produtiva para uma vida agitada e cheias de preocupações.
    O tempo foi passando e meu nível de jogo foi se transformando juntamente com minha percepção e forma como o pratico atualmente. A maior mudança (acredite se quiser) foi o aprendizado de lidar com a vitória e com a derrota de maneira sutil e sem emoções (a menos claro, que a vitória seja muito louca cheia de sacrifícios ou uma vitória que veio de virada), ainda que a vitória seja espetacular minha reação maior é conversar e analisar juntamente com meu parceiro e esboçar um sorriso discreto.
     Antes eu jogava para vencer, hoje para interagir e me divertir (exceto claro, partidas bullet*), ainda que queira ganhar (casos raros e bullet*) mesmo assim eu me divirto dando boas gargalhadas principalmente com jogadores fortes.
     No início eu jogava tanto, não queria fazer outra coisa, minha agenda era só enxadrista, minhas viagens era somente para torneios, e eu passava o dia inteiro jogando. Hoje eu sou sereno e jogo apenas quando dá, talvez porque antes eu não tinha filhos e preocupação na vida, não sei. Aquela paixão irrefreada deu lugar a um amor sereno e sem pressa. 
     Por essas muitas facetas e toda essa evolução do jogo em minha vida é que eu insisto em participar de torneios, chamar amigos e desconhecidos para jogar em minha casa.



*partidas de dois minutos

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